Garota Exemplar, o thriller psicológico que vai te chocar!

Garota Exemplar… Como começar a falar de Garota Exemplar?

Mais que um thriller psicológico com requintes de film-noir.

Um enredo cheio de reviravoltas inimagináveis, se tornando o Psicose da nossa geração Z.

Além de ser um hino feminista (brincadeira hihi)!!!

Uma coisa pode-se ter certeza, depois que se assiste a esse filme, você irá perceber que nunca houve e nem haverá uma trama macabra tão sofisticada, tanto no filme, quanto no livro.

A história te apresentará personagens que você vai gostar, mas que vão deixar aquele gostinho ácido de veneno, de naja de Brasília na garganta, por serem tão horrivelmente adoráveis!!!

Gillian Flynn já tinha publicado os ótimos “Objetos Cortantes” e “Lugares Escuros” (o primeiro ganhou uma adaptação para a TV, com Amy Adams, e o segundo para o cinema, com Charlize Theron, que se você tiver Amazon Prime, pode assistir antes de ter lançado), o livro que iria fazer ela famosa, em 2012.

Essa história de casamento em crise, um suposto sequestro e talvez assassinato, caiu nas graças do público, se tornando um sucesso absoluto. Não só nos EUA, como no mundo inteiro!!

E é para tanto, sim!

Flynn escreve com uma segurança, desenvoltura e sofisticação tão grandes, que é quase impossível largar as páginas do livro.

Ela sabe muito bem como cativar o leitor com sua narração intercalada, entre os personagens Nick e Amy Dunne, o casal central, nos deixando a par do que estão pensando, mas não de tudo.

Fica óbvio que não podemos confiar, em nenhum dos dois, na primeira parte da trama.

Porém, Flynn sabe muito bem como botar aquela pulga atrás da orelha, em relação a um deles, e não sabemos mais se os pensamentos de Nick, ou o diário de Amy, que estamos lendo, são confiáveis de alguma maneira.

Com uma escrita que lembra bastante o vovô Stephen King, e uma trama cheia de reviravoltas à lá Rainha do Crime, Agatha Christie, como já disse, fez bastante sucesso.

Tanto que Flynn, sabendo do seu potencial de virar um bom filme, escreveu ela própria o roteiro para as telonas.

Por ser um livro longo, em que acontece bastante coisa, poderia até ser um material difícil de adaptar, devido a densidade da obra.

Porém, o resultado final consegue ser fiel ao livro, cortando algumas partes descartáveis, adaptando elementos e diálogos maravilhosos.

Os diálogos que Flynn escreve são primorosos.

Já podemos considerá-la uma Mankiewicz de saias e mórbida, de tão cheios de acidez, veneno e sofisticação que são escritos e falados, com desenvoltura.

Fincher já é um diretor renomadíssimo na indústria cinematográfica Hollywoodiana.

Com um estilo particular, bem aesthetic, para nos mostrar visualmente a história que nos conta, ele já deu vida aos, já clássicos, Clube da Luta e Millennium (também disponível na Netflix)!!!

Ele é bastante meticuloso em nos mostrar a sua visão do conteúdo que ele dirige.

Toda a dúvida que permeava o livro é evidenciada muito bem pelo uso das sombras desse filme, dando um tom noir muito bem vindo à história, com os personagens sempre envoltos na sombra da dúvida, trazendo um mistério de encher os olhos.

Os atores escolhidos para interpretar nos entregam tudo o que foi proposto.

Tanto os principais, como os secundários, tendo destaque Carrie Coon e Kim Dickens.

Até Ben Affleck, que interpreta o protagonista Nick (sabemos que não tem tantas qualidades na atuação, devido a uma incapacidade de ter qualquer expressão facial, sendo um Kristen Stewart em tempos de Crepusculo de calças) está ótimo aqui.

Fincher conseguiu extrair uma ótima interpretação de Ben, num papel que lhe cai como uma luva.

Não dá para imaginar Nick sem ser o Ben, parece até que ele nasceu para esse papel.

Assim como não dá para imaginar ninguém para ser Amy, além de Rosamund Pike, atriz maravilhosa da qual eu, com muito orgulho, sou cadelinha convicta.

Reese Witherspoon, a eterna Elle Woods, de Legalmente Loira, patroa que é, comprou os direitos para a adaptação para ela mesma estrelar o filme. Porém, Fincher queria Rosamund.

Agora, Reese também seria ótima como nossa Garota Exemplar?

Com certeza, ela é muito boa atriz, além de ser, basicamente, a dona das produções em que brilha, com os seus 44 anos de pura graça.

Só que o papel de Amy se personificou tão bem na dona do meu coração Pike, que não tem como a gente imaginar a personagem sem ser a ela. Fincher acertou em cheio na escalação dela, que está em uma de suas melhores performances.

Ela nos entrega conceito e coesão, com sua voz doce e baixa, seu olhar angelicalmente dúbio e seus momentos muito bem interpretados.

E recebe aclamação por ter tido bastante sucesso, com uma indicação ao Oscar.

Enfim, Garota Exemplar é um filme que transmite a essência do livro muito bem para as telas, além de ser lindamente interpretado e visualmente impecável.

Uma trama macabra permeada de mistério, acidez e imprevisibilidade.

Afinal, no que os personagens estão pensando? Como eles estão se sentindo? O que ele fizeram com eles mesmos? E o que eles vão fazer?

Corre lá pra assistir, mas é melhor ver sem sua namorada! Rs…

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