Netflix anuncia reestréia de Instinto Selvagem, com Sharon Stone

Netflix anuncia reestréia de Instinto Selvagem, com Sharon Stone Um ex astro do rocky é violentamente morto, com um picador de gelo, enquanto tinha relações (numa cena gráfica e impactante).

É acionada a polícia e o detetive Nick Curran (com um passado bastante violento), é designado para solucionar o caso.

Segundo testemunhas, o morto foi acompanhado de uma misteriosa loira, para a sua casa, de uma misteriosa.

Logo, uma das amantes do morto é identificada: a escritora, de livros policiais, Catherine Tramell e com uma aura de mistério permeando o seu ser.

Além de ter sido, supostamente, vista com o morto, na noite do crime, Catherine, anos atrás, escreveu um livro sobre um astro de rock que é assassinado, com um picador de gelo e as suspeitas recaem, ainda mais, sobre ela.

Ela acaba tendo uma certa afeição por Nick, que suspeita dela, mas não consegue esconder a atração que sente pela moça.

Catherine também não ajuda muito, por fazer questão de se insinuar para ele com brincadeiras maliciosas.

É aí que o filme acaba caindo em uma espiral de incertezas, dúvidas, insinuações diretas e a cruzada de pernas mais icônica do cinema.

Instinto Selvagem é muito mais que um thriller erótico, é um neo-noir muito bem desenvolvido e instigante, que nos entrega personagens muito bem escritos, atuações ótimas e, talvez, uma das melhores personagens de filmes de mistério que você vai assistir, interpretado, magistralmente, por Sharon Stone.

Michael Douglas, que interpreta Nick, também consegue entregar uma ótima interpretação, com o seu personagem policial machão, mas que vai às raias da loucura, quando Catherine decide fazer um jogo manipulador de gato e rato, fazendo questão de brincar com a sua inocência ou culpabilidade do crime.

Em questão de falas, ela solta bastante pérolas, como quando é perguntado se ela matou o cara, no meio de um teste de polígrafo, ela diz:

Eu seria muito idiota de escrever um livro sobre matar e então matar ele do jeito que eu descrevi.

Além das falas dela, Nick também tem falas icônicas, como uma que é a das melhores, falando sobre Catherine, com a também companheira dela, Rocky:

Me deixa te perguntar uma coisa, Rocky, de homem pra homem. Eu acho que ela é a fod* do século, não acha?

É bastante interessante pensar em Instinto Selvagem como um noir raíz, mas feito em uma época bastante passada da fase de ouro da Hollywood, nos anos 1940.

Aqui temos todos os elementos : um protagonista durão, mas com defeitos, que se mostra bastante frágil quando é acertado no seu calcanhar de aquiles.

Tem a femme fatale, uma mulher misteriosa e sensual, que é quem geralmente ataca no ponto fraco do nosso protagonista. E também é uma mulher bem perigosa, no melhor estilo man down.

Além dessa relação entre os dois protagonistas, ainda temos os personagens secundários que fazem avançar a história, a tornando mais complexa e cheia de reviravoltas.

Além de, é claro, bastante cigarro.

E temos tudo isso em Instinto Selvagem, mas de um jeito bastante atualizado e mais explícito, já que estamos falando de um filme dirigido por Paul Verhoeven, que você conhece por RoboCop, e com o roteiro de Joe Eszterhas, especialista em thrillers eróticos com essa pitada noir.

O cinema de Paul Verhoeven já é explicito e transgressor por si só, combinando violência e erotismo, de um jeito único, não sendo apelativo demais, apenas sendo mostrado em cenas oportunas.

E em Instinto Selvagem não é diferente.

Ele amplia ainda mais toda a não sutileza do roteiro, em sua câmera, que faz questão de nos mostrar tudo o mais detalhado possível, tanto nas cenas de assassinato, quanto nas de relações mais quentes.

A questão do erotismo é o fio condutor da trama, por ser um dos meios de artifícios de manipulação de Catherine.

E quando Nick decide que vai travar uma batalha, mano a mano, na cama com ela, participando de seus joguinhos, ele não percebe o quão desatrosas serão as consequências dessa decisão, e é aí que o filme melhora.

A química entre Catherine e Nick funciona de uma jeito lindo de ver e dá para sentir que os atores estavam se divertindo bastante, nos seus papéis.

As cenas de relações não são meras cenas, Verhoeven não quer filmar uma ceninha desse tipo só porque Sharon Stone tem um corpo escultural.

Ele nos quer entregar tensão e medo. Isso ele realiza com maestria, porque vão ser as cenas que mais vão te deixar sem fôlego e sem conseguir tirar o olho da tela.

Elas são construídas de um jeito para que percebamos quais são os reais papéis dos personagens no filme: Catherine tendo uma posição dominadora e Nick, mesmo não querendo, sendo domado e subjulgado por ela.

Além disso, a investigação por trás desse caso nos deixa bastante instigados.

Logo, queremos saber mais sobre Catherine e acabamos desenvolvendo uma certa obsessão por ela, assim como o protagonista, ao longo do filme.

Quando as reviravoltas começam a acontecer, e o filme entra num tom mais de ação com bastante informação sendo mostrada (mas não de uma maneira apressada e só jogada sem mais nem menos), é quando ele atinge um pico máximo de exemplo de um bom thriller.

Mais que um filme, uma obra prima desse cinema, que combina muito bem os elementos da Hollywood antiga e agrega bastante com os de um cinema mais atual.

Além de ser um ótimo filme para se ver com os amigos, rir das situações absurdas e segurar o fôlego durante as diversas cenas ótimas.

E também é impossível não se apaixonar por Catherine, depois de ter assistido.

Ela é uma personagem muito boa e isso por causa de Sharon, que soube muito bem entrar na psique dessa mulher maluca e safada.

O clássico com Sharon Stone estréia dia 1 de agosto, na plataforma Netflix!

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Instinto Selvagem

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