Good Girls, a série, na Netflix, que você precisa assistir

Good Girls, a série, na Netflix, que você precisa assistir Finalmente, depois de um ano de espera, as patroas voltaram!

Agora, se coloque no lugar de mãe, dona de casa suburbana, atolada de dívidas, até o pescoço, e uma vida sem muitas emoções.

Você decide então, que roubar um mercado para conseguir pagar as dívidas seria uma ótima opção e chama a sua melhor amiga de infância e sua irmã caçula, ambas com o mesmo problema que você.

Vocês conseguiram, com sucesso, roubar o mercado e acham que parou por aí, e que vai tudo ficar bem.

Porém, vocês descobrem que, na verdade, o mercado era uma fachada para um esquema de lavagem de dinheiro e agora o dono desse esquema quer o dinheiro dele de volta, e ele não é lá tão bonzinho.

Mas enganada é a pessoa que acha que Good Girls é só sobre isso. Esse é apenas o começo de uma sucessão de reações em cadeia, eventos absurdos de te tirar o fôlego e fazer rir de desespero.

Escrito e criado por Jenna Bans (escritora do também maravilhoso, perfeito, sem defeitos, Desperate Housewives), a série de dramédia é um sucesso absoluto, desde o ano de seu lançamento, em 2018.

Seu sucesso é para tanto, já que conta com sarcasmo, um charme e inteligência sem igual, além do bom e velho humor ácido.

A série fez tanto sucesso com suas duas temporadas, que a terceira foi confirmada com nada menos que 16 episódios, na terceira temporada.

Porém, infelizmente, não foi possível alcançar esse número de episódios devido ao Apocalipse, digo, Covid, e estreou com 11 episódios.

Para a felicidade de nós, donas de casa sem muitas emoções no cotidiano (a não ser que a pia tenha mais louça suja para lavar que o costume), precisamos de representatividade nas telas, uma quarta temporada já foi confirmada, para o ano que vem, na graça de Bette Davis.

Com uma trama imprevisível seria fácil para a série cair em várias buracos e furos de roteiro.

Mas madame la Bans sabe muito bem sobre o que está escrevendo, e o roteiro, aliado a uma ótima direção e edição, além das interpretações, nos entrega cenas marcantes de tensão, humor e drama.

Essa linha de tensão e humor é muito presente na trama parece que, Bans e os diretores, brincam com nossas emoções, colocando nossos personagens favoritos em tramas mirabolantes, com um suspense de fazer Hitchcock bater palmas.

No quesito drama, acompanhamos o dilema de nossas heroínas, que não estão colocando não só a sua vida em perigo, como a de suas famílias também.

A série pesa o tom nessas horas, dando a devida intensidade dramática que um tipo de situação dessas teria.

É um tipo de trama que apenas sobe, nunca parando ou derrapando.

É uma crescente que nos faz deixar com mais vontade de saber o que vai acontecer, nos próximos episódios e, também, como nossas heroínas vão conseguir concertar as eventuais besteiras que elas fazem.

E é muito engraçado esse aspecto, nos faz nos identificarmos mais com elas.

Percebemos que elas são suas piores inimigas, prejudicando elas mesmas, mais por causa de peso na consciência e valores morais.

Temos os nossos próprios dilemas. Acabamos torcendo para que elas se dêem bem, porque acabamos gostando tanto delas e nos identificando, também.

Isso faz com que não queremos que a polícia acabe pegando elas!!!!!

Sabe aquela montanha russa de emoções que filmes ou séries nos proporcionam muito bem? Pois é.

Se prepare para uma daquelas. Vão ser várias cenas de risos nervosos, situações absurdas, que no final de alguns episódios você vai ter que se levantar para fazer as coisas tipo assim:

O trio é formado por Beth Boland, sua irmã mais nova, Annie Marks, e a amiga de infância de Beth, Ruby Hill, interpretadas magistralmente por, respectivamente, Christina Hendricks, Mae Whitman e Retta.

Christina já é uma atriz de renome, conhecida por Mad Men.

Mae é mais conhecida por ser uma das ex loucas de Ramona Flowers, no clássico Scott Pilgrim vs. o Mundo, além de ser a Mary Elizabeth, de As Vantagens de ser Invisível.

Retta participa de Parks and Recreation.

E, assim, não tem como gostar mais de uma, ou menos de outra, porque as três conseguem ser tão boas em seus personagens, que são bastante humanos, cada uma com suas manias e vidas particulares. Todas elas muito bem escritas e bem desenvolvidas, cada uma passando por um processo de aprendizado.

É interessante pensar em Good Girls, como uma série de amadurecimento.

São três mulheres que, por mais que já tenham bastante vivência, ainda assim, vivem em suas bolhas sociais, o que as fazem ter uma certa inocência e ignorância em relação ao que poderia ser um mundo além do seu.

E quando elas entram para esse mundo do crime, podemos ver elas tendo um choque de realidade, percebendo que o mundo pode ser bem mais podre do que pareceria para elas e a sua inocência, em relação a isso, as deixam perdidas.

Choque de realidade, esse mais sentido por Beth, a mais, digamos, certinha e burguesa do grupo.

Porém, uma série que já é um hino consegue ser mais ainda, por conta de seus personagens secundários, como o marido de Beth, Matthew Lillard, o nosso eterno Salsicha dos clássicos das nossas infâncias, Scooby Doo, dos anos 2000.

Um dos motivos do desespero, na primeira temporada, das nossas Good Girls, Mary Pat, interpretada por Allison Tolman, e seus trejeitos engraçados é uma personagem completamente descompensada.

E o personagem mais irritante da série, o Agente Turner, interpretado por James Lesure, que nos irrita justamente por fazer o certo, nos olhos da lei, que é fazer de tudo para colocar nossas Good Girls na cadeia.

É muito engraçado o jeito que madame la Bans acaba brincando com nossos sentimentos, em relação à dinâmica do Agente Tunere nossas Good Girls.

Acabamos por querer o pior para ele, apenas para que elas se dêem bem.

Além de, é claro, nos brindar com Rio, interpretado por Manny Montana, que fez as gays safadas e as mulheres se derreterem horrores, com toda a pose de “bad boy e aura de machão dono do tráfico vou te quebrar na cama”!!!!!

Porém, ele consegue ser mais que o objeto dos nossos desejos carnais e Manny sabe ser o bad boy misterioso, sem ser ruim ou canastrão demais.

E a dinâmica do seu personagem com Beth é muito boa, já que eles têm a famosa química e tensão em, literalmente, todos os sentidos.

Um verdadeiro man down em formato de série, do jeito que a gente gosta.

Pois faça seus afazeres de casa, abra aquele bom vinho do seu gosto, e se delicie com essa obra prima em formato de série.

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