6 filmes do Kubrick que você não pode deixar de assistir, na quarentena!

6 filmes de Kubrick que você não pode deixar de assistir Os 6 melhores filmes do Stanley Kubrick, que você não pode deixar de assistir!

Mesmo iniciando sua carreira com filmes não muito bons (como Medo e Desejo e A Morte Passou por Perto), Stanley Kubrick se tornou um dos maiores diretores de cinema de todos os tempos, com o seu cinema bastante autoral, que acabou caindo na graça do povo e marcando a cultura pop.

Barry Lyndon (1975)

Baseado no livro de William Makepeace Tchackeray, publicado, em 1844, o filme tem Ryan O’Neil interpretando o protagonista Barry Lyndon, e conta com a participação de Marisa Berenson (Morte em Veneza e Cabaré), como esposa de Barry.

Na trama, acompanhamos a história de Barry Lyndon, um jovem irlandês que almeja muito mais do que pode ter, em sua vida.

Ele entra para o exército, deserda, vira espião e, após isso, vira amante de uma jovem aristocrata, casando-se com ela, posteriormente.

Com uma fotografia belíssima, de John Alcott, e cenas cômicas musicadas, constantemente, por Franz Schubert, que casa muito bem, com as diversas cenas.

O filme tem três horas, mas eu juro que é recheado de cenas lindas e memoráveis e Kubrick não tem medo de levar o tempo que for preciso, ao desenrolar uma cena.

As cenas das velas foram gravadas com uma câmera especial, feita pela NASA (chocada com a qualidade!)!

Uma parte envolvente do filme é quando Barry vê, pela primeira vez, a sua futura esposa e ela fica de joguinho com ele, uma cena linda, apenas de olhares, e a música de Schubert, ao fundo.

De Olhos Bem Fechados (1999)

O ultimo filme do Kubrick, que levou, praticamente, uma década para ser feito e “provocou” a separação de Nicole Kidman e Tom Cruise, fala sobre William Hardford, interpretado por Tom Cruise, que fica p da vida com a mulher, que decide ter algumas aventuras mais que íntimas, numa noite de dezembro.

Baseado no livro Breve Romance de Sonho, de Arthur Schnitzler, o filme é uma loucura no melhor estilo de Sodoma e Gomorra.

Existe até uma teoria de conspiração maluca, em torno desse filme, de que Kubrick, supostamente, membro da Iluminati, acabou não ficando de olhos bem fechados, expondo, ao mundo, uma conspiração da elite, daí mandaram matar ele.


2001 – Uma Odisseia no Espaço (1968)

É aquele tipo de filme que a gente não sabe o que tá acontecendo, porque uma hora tá na pré-história, depois a gente tá em 2001, numa nave espacial.

E depois, do nada, a gente entra, no meio de uma viagem intergalática, onde aparece um bebê gigante, flutuando no espaço sideral.

O filme tem duas horas e vinte e oito de puro WHAT?, mas não deixa de ser bom, com efeitos visuais revolucionários e práticos que deixam qualquer filme, de hoje em dia, no chinelo.

Sério gente, um filme excelente, que leva qualquer doido por efeito visual, como euzinho aqui, ao puro orgasmo mental.

É muito interessante e engraçado a questão do HAL, ele é um robô com pensamentos, medos e angústias, com uma autoconsciência que um robô não deveria ter, mas ele tem, porque ele é um ser que pensa!

Laranja Mecânica (1971)

Segundo filme consecutivo de Kubrick, que se passa num futuro completamente distópico e violento, um filme que permeia a imaginação do público e que qualquer amante de cinema deveria assistir.

Baseado no polêmico livro de mesmo nome, de Anthony Burguess, o filme fala sobre Alex e sua gangue de arruaceiros que causam pânico, na cidade.

Perguntado como Kubrick vê seu próprio filme, ele respondeu:

O filme fala da tentativa de limitar a escolha do homem, entre o bem e o mal, e é basicamente isso mesmo.

Alex é um personagem extremamente violento e Malcolm McDowell consegue nos entregar uma pessoa extremamente sádica, violenta e assustadora, ajudada por seus parceiros.

Kubrick usa bastante a famosa lente grande anular, que distorce os lados, e um monte de diretor cult adora.

Quando ele usa a câmera de mão, com essa lente, o filme causa um incômodo perturbador, principalmente nas cenas de violência.

Todo mundo sabe que o Kubrick não se preocupava em adaptar fielmente os livros que, geralmente, baseiam seus filmes, mas Laranja Mecânica consegue ser a exceção

Alex sofre bastante, inclusive nas mãos do Estado, mas mesmo assim é aquele tipo de filme que termina onde começa, não importa quantos perrengues o personagem passe, durante o filme.

Lolita (1962)

O filme foi lançado em 1962, época onde Hollywood era comandada pelo código Hays, um conjunto de normas que censurava os filmes e que condenava qualquer tipo de relação íntima, em cena, ou qualquer implicação sobre isso.

Mas, isso não parou nosso jovem Kubrick, na época então com 34 anos, que acabou embarcando no desafio de adaptar, com o autor do livro, Vladimir, e quase levou a produção loucura.

O filme tem 153 minutos e é recheado de olhares, provocações veladas, frases de duplo sentido (Dick is sweet), cenas sugestivas, como quando Humbert pinta as unhas de uma Lolita vestida, apenas, com um roupão.

Mesmo assim, o filme não consegue transpor a essência do livro e mostra apenas Humbert como um homem que tem uma paixão avassaladora por uma menina e se “deixa dominar” por ela.

É um filme chique, pode ter mais de duas horas e meia e tu não vê nem o tempo passar, todos os atores parecem estar em sintonia e a escolha da Sue Lyon para interpretar a Lolita é sensacional, nem parece que é o primeiro filme dela.

O Iluminado (1980)

O Iluminado é um terror fino, chique, sofisticado, tenebroso e aterrorizante.

Kubrick consegue elevar a estória de King ao topo dos filmes de terror que ficaram marcados na cultura, em geral.

Provavelmente, foi um set massivo para todos os envolvidos, Kubrick era um cara perfeccionista, que repetia uma cena, diversas vezes.

Uma curiosidade é sobre o pequeni Danny Loyd, que Kubrick tinha um cuidado extremo, pois ele achava que estava fazendo um filme de drama.

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Stanley

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